Nos dias de hoje em Florianópolis, cerca de 45% dos domicílios não são atendidos por rede de esgoto. Na temporada de 2016, a falta de tratamento de efluentes no Norte da Ilha ficou evidente e afetou fortemente o turismo. Muitas pessoas foram contaminadas por viroses e micoses causadas por essa negligência com o meio ambiente e saúde pública. De acordo com o relatório de balneabilidade divulgado pela FATMA no verão de 2016, a poluição das praias havia passado de 71 locais impróprios para banho (janeiro) para 88 locais (fevereiro). Em Florianópolis, quase metade dos locais analisados estava impróprios.

Em Canasvieiras, o Rio do Bráz ganhou notoriedade pela poluição. Em virtude das ligações irregulares e de um extravasor da ETE (Estação Elevatória de Esgoto), a praia de Canasvieiras sofreu com a contaminação da água.

 Imagens do Rio do Braz em Canasvieiras, no verão de 2016

Após sérias consequências para o meio ambiente e turismo de Floripa, a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) anunciou neste ano um pacote de investimentos de R$ 349,3 milhões em esgoto sanitário em Florianópolis com a promessa de alcançar 74% de cobertura de esgoto tratado na Capital em dois anos. Para cumprir o objetivo, serão construídas novas estações de tratamento de esgoto e redes serão ampliadas. Além de anunciar oficialmente o pacote de investimentos, a Casan também assinou a ordem de serviço para a construção da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do Rio Tavares, que tratará esgoto no Campeche – primeiro bairro do Sul da Ilha a ter o sistema.

Além do Sul, as melhorias também contemplarão bairros do Norte da Ilha, como Ingleses e Santinho, da região da bacia do Itacorubi, do Saco Grande e do Continente (Abraão e Capoeiras). A maior parte dos R$ 349 milhões do pacote é um financiamento feito pela Casan com a Jica (Agência Internacional de Cooperação Japonesa), que assegurou R$ 240 milhões. O restante advém da própria Casan, da Caixa Econômica Federal e do OGU (Orçamento Geral da União).

Para incentivar e auxiliar a ligação dos edifícios à rede depois é instalada no bairro, foi criado o programa Floripa Se Liga Na Rede, que percorre estabelecimento por estabelecimento, mostrando o modo correto de fazer a ligação para não extravasar à rua, aos rios e a outros mananciais.

O saneamento básico além de garantir a balneabilidade de nossas praias e fomentar o turismo – atividade que responde por parcela considerável da economia do Estado – deve trazer melhores condições de vida para a população. Nossos atributos naturais que tanto atraem visitantes não podem continuar sendo contaminados, prejudicando o meio ambiente, moradores e turistas.

Praia do Campeche, em Florianópolis.

Se o seu estabelecimento ou residência ainda não é ligado à rede, entre em contato conosco que podemos lhe ajudar! A EJESAM realiza projetos hidrossanitários para auxiliar edifícios que precisem de alguma modificação na sua estrutura sanitária, fazendo então essa ligação.

Fontes: Notícias do Dia, Prefeitura de Florianópolis, Diário Catarinense.
Autoria: Daniela Rocha – Ex-Assessora de Marketing

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